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Projeto que revoga honraria concedida a investigador da Polícia Civil é deliberado na CMM

Policial e a esposa se envolveram em atos de violência na última sexta-feira (18/08)  

Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) deliberaram, durante a Sessão Plenária desta segunda-feira (21/08), o Projeto de Decreto Legislativo nº 027/2023 que revoga a honraria concedida ao investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Raimundo Nonato Pereira Machado, em 2021.

Raimundo e a esposa, Jussana Machado, se envolveram em uma briga que resultou em lesão corporal contra uma babá e um advogado, em um condomínio na zona oeste da capital. O caso repercutiu nacionalmente e o casal está preso preventivamente.

A pedido do propositor da homenagem à época, vereador Allan Campelo (Podemos), que concedeu a Medalha de Ouro Alfredo Barbosa Filho a Raimundo, o projeto, que dispõe sobre a revogação da honraria foi deliberado por unanimidade e, em seguida, foi enviado à Comissão Especial de Comendas para emissão de parecer.

O presidente da CMM, vereador Caio André (Podemos), enfatizou que a Casa Legislativa sempre fará o que for melhor para a população de Manaus.

“O vereador Allan Campelo deu entrada em um novo pedido, agora no pedido de revogação da honraria e a Câmara irá tratar, irá discutir, e tenho certeza que fará o melhor para a população de Manaus”, enfatizou Caio André.

Allan Campelo lamentou o ocorrido, mas disse que este tipo de conduta deve ser severamente repudiada. “Lamentavelmente ele se envolveu neste ato de violência e a Câmara tem normas. Então tanto eu quanto os outros vereadores decidimos para que seja cancelada esta honraria ao Nonato”, disse.



Além de Caio André e Allan Campelo, também se manifestaram em plenário, em forma de repúdio ao ocorrido, os vereadores Rodrigo Guedes (Podemos), Wallace Oliveira (Sem partido), Marcel Alexandre (Avante), Eduardo Alfaia (PMN), Fransuá (PV), Professor Samuel (PL), Gilmar Nascimento (Sem partido) e Elan Alencar (DC).

Após o parecer da comissão, o Projeto de Decreto Legislativo volta para a votação em plenário, onde os parlamentares poderão se posicionar contra ou a favor da revogação.


Foto: Mauro Pereira – Dicom

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