O debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, realizado nesta terça-feira (22) pela TV Norte, trouxe à tona informações sobre o passado profissional e familiar de Maria do Carmo Seffair.
Durante o confronto, Roberto Cidade questionou a candidata sobre sua trajetória e afirmou que ela já havia ocupado um cargo público. Maria do Carmo contestou a afirmação feita pelo adversário.
Após o debate, Cidade divulgou documentos para sustentar sua declaração. Entre eles está o Ato nº 210/2008, do Tribunal de Justiça do Amazonas, que registra a exoneração de Maria do Carmo de um cargo comissionado de assessora jurídica de gabinete.

O documento também menciona a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que estabelece regras relacionadas ao nepotismo na administração pública.
A apresentação do documento colocou novamente em discussão a trajetória profissional da candidata e a narrativa de que sua carreira teria sido construída exclusivamente na iniciativa privada.
Marido também foi citado
Outro momento de tensão durante o debate ocorreu quando Roberto Cidade mencionou o histórico judicial de Wellington Lins, marido de Maria do Carmo.
Em 1997, Wellington teve a prisão decretada no âmbito de um processo no qual era acusado de estelionato. O episódio envolve fatos ocorridos há quase três décadas e voltou ao centro da discussão durante o confronto entre os candidatos.
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc201015.htm
Maria do Carmo contestou a afirmação feita por Roberto Cidade e demonstrou indignação ao ser questionada sobre o assunto.
Após o debate, os documentos apresentados e os fatos mencionados por Cidade ampliaram a discussão sobre o passado da candidata e de seu marido, levando para o centro da campanha eleitoral episódios que até então tinham recebido menor destaque no debate público.

