Campanha de Roberto Cidade incomodou organizações criminosas

Ataque deixou um policial militar baleado durante a preparação de um evento político; suspeitos presos teriam mencionado uma ordem para impedir ações da campanha no Novo Israel

O ataque que terminou com um policial militar baleado durante a preparação de um evento da campanha de Roberto Cidade, no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus, ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (4). Dois homens presos sob suspeita de envolvimento na ação teriam indicado que havia uma determinação para impedir atividades políticas do candidato na região.

Os suspeitos foram identificados como Guilherme Herculano Andrade e Eduardo Souza da Costa. Eles foram localizados por equipes das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), após denúncias anônimas encaminhadas pelo WhatsApp Denúncia.

Na avaliação de integrantes da campanha, o episódio pode estar relacionado ao fortalecimento das ações de enfrentamento à criminalidade. Após investimentos na segurança pública e a intensificação do combate ao crime organizado, a campanha de Roberto Cidade teria passado a incomodar grupos criminosos com atuação em determinadas áreas de Manaus.

Ordem teria partido do Rio de Janeiro

Durante a abordagem, os suspeitos teriam feito declarações indicando que a ordem para impedir as atividades eleitorais teria partido de criminosos que estariam no Rio de Janeiro. As informações levantam a possibilidade de uma tentativa de interferência do crime organizado no processo eleitoral.

As falas atribuídas aos presos, entretanto, teriam ocorrido no momento da prisão e ainda não constariam em depoimentos formais. Por isso, a eventual ligação com criminosos de outro estado permanece como uma linha de investigação, que ainda precisa ser confirmada pelas autoridades.

Ataque ocorreu durante preparação de evento

O ataque foi registrado enquanto uma estrutura era preparada para receber uma atividade política da campanha de Roberto Cidade. Um policial militar responsável pela segurança do local foi atingido por disparos.

O caso deverá ser investigado para esclarecer a autoria, a motivação e a possível existência de uma ordem para impedir a presença da campanha no bairro. As autoridades também deverão apurar se o episódio foi isolado ou se representa uma ação coordenada para intimidar candidatos, apoiadores e moradores.

Até a conclusão das investigações, a participação dos presos e a eventual conexão com integrantes de organizações criminosas devem ser tratadas como suspeitas.

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