A um dia do maior espetáculo cultural da Amazônia, os dois bois-bumbás de Parintins vivem uma situação de enorme apreensão. Os R$ 8 milhões prometidos pelo Governo Federal — R$ 4 milhões para o Caprichoso e R$ 4 milhões para o Garantido —, anunciados há meses pelo Ministério do Turismo e amplamente divulgados pela bancada federal do Amazonas, que é liderada pelo senador Omar Aziz no Congresso Nacional, ainda não chegaram às agremiações.
O governo do Amazonas já fez o repasse de R$ 10 milhões (5 milhões para cada boi). É com esse dinheiro e com os recursos dos patrocinadores privados que Caprichoso e Garantido estão fazendo o festival, mas acumulando dividas milionárias, podendo até deixarem de pagar os trabalhadores dos galpões.
O atraso coloca os bois em uma situação extremamente delicada justamente na reta final da preparação, quando despesas com artistas, alegorias, logística, fornecedores e trabalhadores se acumulam e precisam ser quitadas.
O silêncio da bancada amazonense em Brasília
Presidente Lula e bancada do Amazonas, que celebraram o anúncio dos recursos, agora permanecem calados diante da demora na liberação do dinheiro. Até o momento, nem mesmo o maior articulador deste recurso, senador Omar Aziz, não forneceu explicações públicas convincentes nem um posicionamento firme cobrando o cumprimento do compromisso assumido pelo Governo Federal.
O Festival de Parintins movimenta a economia do Amazonas, gera milhares de empregos diretos e indiretos, fortalece o turismo e projeta a cultura brasileira para o mundo. Não se trata de um favor, mas de um compromisso oficial anunciado e esperado por toda a cadeia produtiva do evento.
A poucas horas do início da festa, Caprichoso e Garantido seguem com a corda no pescoço, aguardando um recurso que já deveria estar em suas contas. A expectativa agora é que o Governo Federal honre imediatamente a palavra dada e que a bancada do Amazonas deixe o silêncio de lado para defender, com a mesma intensidade do anúncio, os interesses da maior manifestação cultural da Amazônia.
Solicitamos uma nota da assessoria do senador, mas até o momento não obtivemos respostas. Assim que tivermos iremos atualizar.

