A pouco mais de duas semanas das eleições, a campanha de Omar Aziz (PSD) enfrenta um novo componente de pressão política após a deflagração da Operação Dinastia do Lago, da Polícia Federal. A investigação atingiu o grupo político de Adail Pinheiro, aliado de Omar em Coari e liderança com influência eleitoral no interior do Amazonas.
Durante a operação, foram apreendidos quase R$ 1 milhão em espécie, além de dólares, euros, joias, relógios e veículos. Adail Pinheiro foi afastado da Prefeitura de Coari por determinação judicial, enquanto as investigações apuram suspeitas de desvios de recursos públicos, corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.
O episódio ocorre em um momento decisivo da corrida eleitoral. Levantamentos recentes apresentam diferentes cenários para a disputa pelo Governo do Amazonas, incluindo pesquisas em que a vantagem de Omar sobre Roberto Cidade diminuiu e ambos aparecem em situação de empate técnico.
As imagens das apreensões realizadas pela Polícia Federal rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e passaram a integrar o debate eleitoral. Por se tratar de um aliado político de Omar no interior, a operação também abriu espaço para questionamentos de adversários sobre as alianças construídas pelo candidato.
Nos bastidores políticos, também circulam avaliações sobre dificuldades enfrentadas pela campanha e um possível distanciamento em relação ao presidente Lula. Até o momento, porém, não há confirmação pública de rompimento entre os dois grupos.
Apesar da repercussão política da operação, Omar Aziz não é apontado como investigado na Operação Dinastia do Lago.
Com a votação cada vez mais próxima, a operação adiciona um novo elemento à reta final da campanha. Os próximos levantamentos poderão indicar se a repercussão envolvendo um de seus aliados no interior terá reflexos mensuráveis na disputa pelo Governo do Amazonas.

