Maria do Carmo tenta calar Thaísa Cidade, mas Justiça rejeita proibição de novas publicações

A Justiça Eleitoral do Amazonas rejeitou, nesta sexta-feira (11), o pedido da coligação “Mudar É Urgente!”, liderada pela candidata Maria do Carmo Seffair (PL), para impedir preventivamente que a primeira-dama do Estado, Thaísa Cidade, faça novas publicações nas redes sociais.

A decisão foi assinada pelo juiz auxiliar da propaganda eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Diogo Oliveira Nogueira Franco. O pedido integrava uma representação relacionada a vídeos publicados por Thaísa no Instagram e no Facebook.

A coligação alegou que as publicações apresentavam informações supostamente inverídicas e descontextualizadas sobre uma ação eleitoral movida anteriormente pelo grupo. No entanto, ao analisar o caso, o magistrado constatou que os vídeos questionados já haviam sido retirados das plataformas.

Diante disso, o juiz considerou que não existia risco concreto capaz de justificar uma ordem para impedir publicações futuras. A Justiça também afastou a possibilidade de proibir antecipadamente uma eventual republicação com base apenas na hipótese de que o conteúdo pudesse retornar às redes sociais.

Thaísa denuncia perseguição política

Dois dias antes da decisão, Thaísa Cidade publicou um vídeo afirmando que estaria sendo alvo de perseguição política promovida por uma mulher cuja identidade não revelou. Segundo a primeira-dama, quatro novos processos teriam sido apresentados contra ela em apenas um dia.

“Acabei de assinar aqui mais quatro processos. Acabou de sair daqui um oficial de Justiça. Eu venho sendo perseguida, e o que mais me choca, por uma mulher. Pelo simples fato de eu estar trabalhando todos os dias, por estar buscando o melhor pelas pessoas do nosso Estado”, declarou.

O governador Roberto Cidade também afirmou que adversários estariam tentando impedir sua atuação nas ruas e a fiscalização de obras públicas. Durante entrevista à TV A Crítica, ele argumentou que candidatos à reeleição em todo o país continuam exercendo suas funções constitucionais e declarou que os problemas da população precisam continuar sendo enfrentados durante o período eleitoral.

A decisão representa uma derrota para a tentativa de impor uma restrição prévia às manifestações de Thaísa Cidade, embora o conteúdo de eventuais novas publicações ainda possa ser analisado posteriormente pela Justiça Eleitoral.

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