“A metade da população do Amazonas está abaixo da linha da pobreza.” Foi apontando o contraste entre a riqueza do Estado e o abandono enfrentado pelo povo que o Capitão dominou o debate da Rede Amazônica nesta sexta-feira (25). Com uma postura firme e incisiva, o candidato se mostrou preparado e pavimentou de forma definitiva seu caminho rumo ao Senado Federal.
Em um embate direto, Alberto Neto enquadrou o ex-governador Wilson Lima, destacando as contradições do governo e evidenciando o preparo do Capitão para defender o Estado:
“Nenhum recurso do Capitão Alberto Neto foi para fora do Amazonas; foram todos para atender aos amazonenses, porque o nosso Estado é muito carente. Quem está me perguntando acabou com a saúde do Estado, você sabe disso. Ele criou a ‘fila da morte’, que é a fila do Sisreg.”
Sem meias palavras, o Capitão cobrou responsabilidades sobre a crise na saúde e a falta de compromisso com o Amazonas:
“O candidato mente e tem espalhado fake news por toda a cidade. Tu entregaste a educação para o nosso povo tirando a esperança dos nossos filhos, e fizeste o mesmo com a saúde do Estado. Tu não tinha que estar aqui pedindo voto, tinha que estar pedindo perdão! Por que tu fizeste isso com o Amazonas? Um Estado tão rico e uma população tão pobre. A metade da população do Amazonas, ex-governador, está abaixo da linha da pobreza.”
Emprego, Renda e a Força da Zona Franca
Durante o debate, o Capitão Alberto ganhou destaque ao apresentar propostas sólidas, provando que sua campanha vai além do discurso e é baseada em trabalho real. Entre suas principais bandeiras estão a defesa irrestrita da Zona Franca e a urgência em diversificar a economia do Amazonas:
“Sou o deputado que mais aprovou projetos em favor da Zona Franca para gerar emprego e renda para o nosso povo. Agora, nós queremos muito mais do que a Zona Franca. Nós queremos levar a economia para o interior. Então, nós podemos explorar, sim, essa riqueza que foi abençoada por Deus, que é nossa.”
Quando o assunto foi a criação de novas oportunidades de trabalho para a população, o candidato foi incisivo: o amazonense quer emprego de verdade.
“O nosso povo não quer viver de migalhas. O auxílio é importante, porque ele sempre é favorável. Inclusive, nós aumentamos para 600 reais e reduzimos a pobreza. Agora, nós não queremos viver só de auxílios. Nós queremos emprego, emprego que paga bem, prosperar, ter renda, ter emprego.”
A BR-319 como Realidade
No calor do debate, o candidato elevou o tom ao cobrar soluções logísticas que afetam diretamente o produtor rural. Apontando o abandono das vias de escoamento, ele detalhou seu plano para destravar o crédito e modernizar os portos e estradas de todo o Estado:
“Nós vamos levar recursos para melhorar os portos do Amazonas inteiro. As estradas de que precisam, para você que é agricultor. Nós vamos fazer os zoneamentos econômicos e ecológicos, para que você tenha crédito rural, para que você possa modernizar. Nós vamos melhorar as nossas estradas, não só a BR-319, mas todas as outras, para que você possa crescer e escoar a produção.”
Trazendo urgência para o centro do debate, Alberto foi enfático ao tratar do isolamento logístico. Em uma fala que refletiu o calor e a frustração dos amazonenses com as promessas do passado, ele cravou seu objetivo para o mandato: o asfaltamento da BR-319.
“Nós vamos dar um ponto final na questão da BR-319. Quero estar no Senado para, de fato, transformar a BR-319 em realidade, em uma area de seguranca nacional.”
Saneamento básico e prevenção na saúde
O paradoxo da falta de água potável no Estado que abriga a maior bacia hidrográfica do mundo foi um dos pontos críticos levantados pelo candidato. Ao associar a ausência de saneamento básico aos altos índices de mortalidade infantil no interior, ele defendeu investimentos urgentes no setor como medida preventiva e econômica para a saúde pública:
“Infelizmente, no Amazonas, que tem a maior bacia de água doce do planeta, as comunidades indígenas e as comunidades ribeirinhas não têm acesso a água potável. Nós temos os maiores índices de mortalidade infantil do Brasil e a população não tem acesso a saneamento básico. A cada R$ 1,00 que investimos em saneamento básico, conseguimos economizar R$ 4,00 na saúde.”

