A paralisação do transporte coletivo em Manaus, registrada nesta segunda-feira (20/07), ganhou novos desdobramentos após denúncias que apontam uma suposta motivação política por trás do movimento, além da reivindicação pelo pagamento dos salários atrasados dos rodoviários.
Segundo o jornalista Alexandre Noig, fundador do Portal Holofote, a greve teria sido utilizada como instrumento para provocar desgaste político em meio ao cenário pré-eleitoral. A interrupção do transporte afetou mais de meio milhão de usuários na capital amazonense.
De acordo com a denúncia divulgada pelo jornalista, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, teria articulado a mobilização em troca da manutenção do mandato de seu irmão, o vereador Jaildo Oliveira (PV), na Câmara Municipal de Manaus.
Ainda segundo Alexandre Noig, o senador e pré-candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), teria participado da articulação ao interceder em favor de Jaildo Oliveira. Conforme a versão apresentada pelo jornalista, essa atuação teria contribuído para que o presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores, Valdemir Santana, desistisse da ação que buscava a cassação do mandato do vereador.
A denúncia afirma ainda que, em contrapartida, a greve teria sido organizada com foco no atraso dos salários dos rodoviários e em supostas dívidas atribuídas às gestões do ex-prefeito David Almeida e do governador Roberto Cidade, com o objetivo de gerar desgaste político às vésperas do período eleitoral.
As alegações foram apresentadas pelo jornalista Alexandre Noig em suas redes sociais e, até o momento, não foram confirmadas por documentos públicos ou por manifestações oficiais das pessoas citadas.
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O Portal Regional AM entrou em contato com a assessoria do senador Omar Aziz para solicitar um posicionamento sobre as denúncias, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria

