O objetivo da sessão extraordinária é avaliar se os registros levantados pela Polícia Federal comprometem a imparcialidade de Gonet na condução dos casos relacionados à instituição financeira.
O procedimento foi aberto na primeira semana de setembro após uma representação de parlamentares do Partido Novo, que questionaram a atuação de Gonet nas investigações envolvendo o Master. A sigla apresentou pedido para que Gonet se afaste do caso e para que a subprocuradoria da PGR atue no lugar dele.
Uma possível investigação sobre as mensagens, no entanto, só deve ser aberta se o relator no Conselho Superior, o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino, identificar irregularidades na conduta de Gonet.
O procurador-geral foi citado em uma conversa entre o ex-banqueiro e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. As mensagens indicam que o então dono do Banco Master pediu que Moraes tentasse reverte as investigações sobre a instituição financeira junto a Gonet.
No material extraído do celular de Vorcaro, há mensagens do ex-banqueiro pedindo a Moraes para evitar as investigações contra o Banco Master. “Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei”, questionou Vorcaro.
Os investigadores identificaram “Paulo” como uma referência a Gonet e “Andrei” como Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
Além disso, em relatório da Polícia Federal, divulgado no início de setembro, há indícios de que o advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, teria intermediado conversas entre Gonet e Vorcaro.

