Amazonas – A Justiça do Amazonas inicia nesta quarta-feira (27), em Manaus, o julgamento de Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, acusados pela morte de Débora da Silva Alves e do bebê que ela esperava.
O crime ocorreu em julho de 2023 e causou forte comoção na capital amazonense pela violência do caso.
O julgamento será realizado pela 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, no Fórum Ministro Henoch Reis, a partir das 8h.
Os réus respondem por homicídio qualificado, feminicídio, violência doméstica, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Débora estava grávida do pequeno Arthur quando foi assassinada.
A acusação aponta que o crime foi praticado com motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Segundo os familiares, a ausência da jovem continua sendo sentida em todos os momentos da rotina. Rita também relatou o sofrimento vivido pelos pais da vítima desde o assassinato.
“Meu irmão era um homem alegre, brincalhão. Hoje ele tem um olhar perdido, uma tristeza que não sai mais”, afirmou.
Durante o julgamento, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório dos réus e dos debates entre Ministério Público e advogados.
Ao todo, oito testemunhas foram arroladas pela acusação. Já as defesas indicaram nove testemunhas para Gil Romero e cinco para José Nílson.
Familiares e amigos de Débora devem acompanhar a sessão no fórum e prometem realizar manifestações pedindo justiça do lado de fora do prédio.
“Nós vamos estar lá com nossas faixas, nossos cartazes e nossa camisa pedindo justiça”, declarou Rita.
Gil Romero está preso desde a época do crime.
O caso teve grande repercussão em Manaus após as investigações apontarem que o assassinato da jovem teria sido arquitetado pelos acusados.

