Após ouvir moradores e caminhoneiros, Wilson Lima cobra solução definitiva para BR-319: “É um atraso para a vida das pessoas”

Foto: Divulgação

Pré-candidato ao Senado conversou com caminhoneiros atolados no trecho do meio da rodovia e acompanhou as dificuldades enfrentadas por quem depende da estrada para trabalhar e buscar atendimento de saúde

O pré-candidato ao Senado Wilson Lima percorreu, nesta quinta-feira (14), a BR-319, entre Manaus e Porto Velho, onde conversou com caminhoneiros, motoristas e moradores que enfrentavam dificuldades no chamado “trecho do meio” da rodovia, área que segue sem pavimentação definitiva. Durante a viagem, Wilson afirmou que encontrou uma população desacreditada após décadas de promessas sem solução concreta para a estrada.

“Há um sentimento de revolta das pessoas porque ao longo de muitos anos houve promessas com relação à recuperação, à pavimentação dessa rodovia, mas efetivamente pouca coisa aconteceu. O que a gente constata ao longo dela é que no trecho em que chove tem muita lama, no trecho que faz sol, muita poeira. E isso é um atraso pra vida dessas pessoas que dependem da 319”, afirmou Wilson Lima.

Segundo Wilson, a situação da rodovia afeta diretamente a rotina das famílias que vivem ao longo da BR-319 e compromete desde o transporte de mercadorias até o acesso a serviços básicos. “Aqui eu não falo só do ponto de vista de desenvolvimento econômico, da possibilidade de alguém escoar a produção do seu ramal, mas do ponto de vista social de uma mãe poder sair da sua comunidade e levar o filho ao médico, de você ter um caminho seguro pras crianças irem à escola”, disse.

No quilômetro 459 da BR-319, Wilson Lima conversou com o caminhoneiro conhecido como Cabreira, que estava atolado enquanto aguardava apoio para seguir viagem. Segundo ele, acidentes e tombamentos de carretas se tornaram frequentes nos períodos de chuva.

“Muita carreta tombada. Se a carreta escorrega pra lateral, tomba porque tá pesada. Eu acho que deveriam dar mais atenção pra recuperar a BR. O que gastam aqui arrumando a estrada fica mais caro do que asfaltar. Eu tenho seis anos passando por aqui e sempre é a mesma situação. Choveu, não dá pra rodar”, relatou.

Também parado em um trecho de atoleiro, Marcos Nunes, anteriormente, quando viajava com a família, incluindo a avó de 84 anos, o veículo quebrou por causa das condições da estrada. Eles ficaram 18 horas parados.

“Minha avó, de 84 anos, ficou aqui privada de conforto. Tem trechos muito ruins, com atoleiros e buracos profundos. Foi uma das causas da gente ter quebrado no meio da estrada”, afirmou. “Faço um apelo para que os políticos do Amazonas se unam para que saia o tão esperado asfaltamento da BR-319. Isso aqui não é luxo, é necessidade”, acrescentou.

Ao longo do percurso, Wilson Lima também ouviu relatos de moradores e motoristas sobre viagens que levam mais de 12 horas em trechos críticos da estrada, principalmente durante o inverno amazônico, quando atoleiros e erosões dificultam o tráfego de veículos pesados e isolam comunidades.

Entre as pessoas ouvidas, Cloaldo Souza Nunes, que utiliza frequentemente a BR-319 para fazer tratamento de saúde em Manaus. Diagnosticado com linfoma, ele contou que precisa viajar constantemente para consultas médicas e acompanhamento do processo de aposentadoria por invalidez.

“Esse mês eu já fui duas vezes pra Manaus. A gente depende dessa estrada. Agora ela tá melhor do que já foi, porque no ano retrasado a gente passou cinco dias e quatro noites parado no trecho”, relatou.

Com aproximadamente 885 quilômetros de extensão, a BR-319 liga Manaus a Porto Velho e é considerada estratégica para a integração logística do Amazonas com o restante do país. O trecho mais crítico da rodovia fica entre os quilômetros 250 e 655,7, onde há registros frequentes de atoleiros, erosões e interrupções durante o período chuvoso.

Defesa da Rodovia
Wilson Lima foi governador do Amazonas entre 2019 e abril de 2026 e, nesse período, atuou junto ao Governo Federal para viabilizar a reconstrução da BR-319, rodovia de responsabilidade federal.

Durante a gestão, participou de reuniões com ministros, DNIT e Ibama para defender o avanço do licenciamento ambiental e a retomada das obras no chamado “trecho do meio”, principal gargalo da estrada. Também acompanhou visitas técnicas, ordens de serviço e obras de manutenção e reconstrução de pontes, especialmente após o desabamento das estruturas sobre os rios Curuçá e Autaz-Mirim, em 2022.

Wilson Lima defendia que o Amazonas estava disposto a colaborar com as condicionantes ambientais necessárias para viabilizar a rodovia e sustentava que preservação ambiental e pavimentação da BR-319 poderiam caminhar juntas. Em agendas públicas, afirmava que a estrada era estratégica para integração do Amazonas, acesso a serviços básicos e fortalecimento da presença do Estado na região.

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