O anúncio do bloqueio de R$ 24 bilhões no Orçamento da União pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reacendeu o debate sobre coerência política. Enquanto o senador Omar Aziz foi um dos críticos das medidas de contenção adotadas pelo Governo do Amazonas, até o momento não houve manifestação pública do parlamentar sobre o congelamento bilionário promovido pelo governo federal.
A medida determinada pelo Palácio do Planalto atinge áreas consideradas estratégicas, incluindo programas sociais, investimentos em saúde, sistemas da Receita Federal, projetos das Forças Armadas e iniciativas como o Minha Casa, Minha Vida e o Pé-de-Meia. O bloqueio foi justificado pelo crescimento das despesas obrigatórias e pela necessidade de cumprimento das regras do arcabouço fiscal.
A ausência de críticas por parte de Omar Aziz tem gerado questionamentos entre adversários políticos e setores da opinião pública. Isso porque o senador recentemente utilizou a tribuna para criticar medidas de contenção adotadas no Amazonas, argumentando que elas poderiam comprometer investimentos e serviços públicos.
Para críticos do parlamentar, o tratamento diferente dado às decisões dos governos estadual e federal evidencia uma postura seletiva. A avaliação é de que, se cortes e bloqueios de recursos merecem contestação quando ocorrem no Amazonas, o mesmo rigor deveria ser aplicado quando a medida parte do governo Lula.
O episódio reforça o debate sobre a atuação de lideranças políticas diante de decisões impopulares de aliados e adversários. Enquanto o governo federal avança com o congelamento de R$ 24 bilhões para equilibrar as contas públicas, cresce a cobrança para que representantes da bancada amazonense se posicionem sobre os impactos da medida no país e no próprio Amazonas.

