Saiba quem é Gláucio Gradela, o perito da PC-AM que agrediu jornalista

Identificado como perito de 1ª Classe, servidor atua na Polícia Civil do Amazonas há mais de duas décadas; SSP-AM determinou apuração da conduta por meio da Corregedoria.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) confirmou a abertura de uma investigação imediata para apurar a conduta do servidor Gláucio Gradela Gomes durante uma ocorrência recente. O perito criminal, que atua no Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), tornou-se o centro de uma polêmica envolvendo o tratamento a profissionais da imprensa no local.

Perfil do Servidor
De acordo com dados apurados no Portal da Transparência, Gláucio Gradela Gomes é um veterano na estrutura da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

Cargo: Perito de 1ª Classe.

Tempo de Serviço: Atua na instituição desde 4 de dezembro de 2001.

Remuneração: O vencimento mensal bruto do servidor é de R$ 40.301,27, segundo os registros públicos.

O Posicionamento da SSP-AM
Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública informou que a Corregedoria Geral do Sistema de Segurança já foi acionada para analisar os fatos. A pasta classificou o episódio como um “ato isolado” e reforçou que não compactua com agressões, destacando que a atitude do servidor não reflete o padrão de conduta esperado dos membros do sistema de segurança.

Por outro lado, a SSP-AM também ressaltou a importância do cumprimento dos protocolos da Cadeia de Custódia, estabelecidos pelo Pacote Anticrime (Lei nº 13.964/2019). Segundo a nota:

Houve orientações reiteradas para que o isolamento da área fosse respeitado.

A perícia alega que profissionais de imprensa e outros presentes teriam desconsiderado os protocolos operacionais de preservação do local do crime.

Liberdade de Imprensa vs. Protocolos de Isolamento
O incidente levanta o debate sobre o equilíbrio entre o trabalho jornalístico e a preservação de perícia criminal. Enquanto a SSP-AM reafirma o respeito à liberdade de imprensa como pilar do Estado Democrático de Direito, a Polícia Científica defende o rigor no isolamento do perímetro, que é resguardado pela Polícia Militar (PMAM), sendo vedada qualquer violação do espaço delimitado para a coleta de provas.

A apuração da Corregedoria deve determinar se houve excesso por parte do perito ou se as medidas tomadas foram estritamente necessárias para garantir a integridade da cena da ocorrência.

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