Levantamentos internos recebidos pela direção nacional do PL apontam um cenário desfavorável para uma eventual aliança com a federação União Progressista no Amazonas. De acordo com informações de bastidores, três pesquisas realizadas por institutos diferentes indicam que o partido teria melhor desempenho eleitoral com candidatura própria ao Governo e dois nomes ao Senado.
As sondagens mostram crescimento consistente da professora Maria do Carmo, que aparece como o nome que mais avança nas simulações estimuladas. Dentro do campo da direita, ela é tratada como a alternativa mais viável para a disputa pelo Governo do Estado, especialmente por apresentar menor índice de rejeição em comparação com outros pré-candidatos.
Já o senador Omar Aziz e o prefeito de Manaus David Almeida registram níveis elevados de rejeição nos cenários testados, fator considerado decisivo em projeções de segundo turno. No caso do vice-governador Tadeu de Souza, a avaliação interna é de que ainda não conseguiu consolidar densidade eleitoral suficiente para se firmar como alternativa competitiva.
Outro dado lembrado por interlocutores é o desempenho de Roberto Cidade na última disputa pela Prefeitura de Manaus. Mesmo contando com o apoio da estrutura estadual, terminou a eleição em quarto lugar — resultado citado como indicativo de que a máquina do governo não garante transferência automática de votos.
Para o Senado, o deputado federal Capitão Alberto Neto aparece como primeiro voto em diversos cenários analisados. No entanto, integrantes do partido avaliam que uma aliança direta com o grupo do governador Wilson Lima poderia gerar desgaste político e comprometer o projeto majoritário.
A discussão segue em curso. Nos bastidores, a avaliação predominante é de que o PL tende a priorizar identidade própria e estratégia independente, apostando no crescimento da candidatura ao Governo e na consolidação de uma bancada forte tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa do Amazonas.

