Pesquisa Quaest revela cenário curioso no Amazonas: eleitores de Lula aprovam mais o governo Wilson Lima do que bolsonaristas

Levantamento divulgado pelo instituto Quaest no último sábado (14) aponta um cenário político curioso no Amazonas. Apesar de o governador Wilson Lima tentar se aproximar politicamente do campo bolsonarista, são os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que demonstram maior aprovação à gestão estadual.

Os dados indicam que a base política que o governador busca representar é justamente a que apresenta os maiores índices de rejeição ao seu governo. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, a aprovação é significativamente maior.

De acordo com a pesquisa, entre os eleitores lulistas, 57% aprovam o governo estadual, enquanto 40% desaprovam. O cenário se inverte entre os bolsonaristas: apenas 32% aprovam a gestão, enquanto 65% afirmam desaprovar a condução do governo.

Nos demais grupos políticos avaliados pelo levantamento, também há predominância de desaprovação. Entre eleitores de esquerda não ligados diretamente a Lula, 41% aprovam a gestão estadual e 59% desaprovam. Já entre os chamados independentes, 38% aprovam e 55% desaprovam. No grupo identificado como direita não bolsonarista, 42% aprovam o governo, enquanto 55% têm avaliação negativa.

Quando a pesquisa questiona especificamente o desempenho de Wilson Lima como governador, o padrão se mantém. Entre eleitores lulistas, 59% aprovam sua atuação e 37% desaprovam. Entre bolsonaristas, os números são inversos: 37% aprovam e 59% desaprovam.

A avaliação geral do governo — dividida entre positivo, regular e negativo — reforça o mesmo comportamento do eleitorado. Entre os eleitores de Lula, 38% classificam o governo como positivo, 35% como regular e 24% como negativo. Já entre bolsonaristas, apenas 16% consideram a gestão positiva, 36% avaliam como regular e 45% classificam como negativa.

O resultado expõe um desalinhamento político relevante no estado e ajuda a explicar parte das dificuldades enfrentadas pelo governador dentro do campo da direita amazonense, especialmente em um momento em que o cenário político já começa a se reorganizar de olho nas eleições de 2026.

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