Manaus (AM) – O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou a prisão preventiva do policial militar Cássio Rodrigo Dias Pinto, motorista da viatura envolvida no atropelamento que resultou na morte de cães na zona Norte de Manaus.
A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na última segunda-feira (2), no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco.
Outros dois policiais que estavam no veículo, Fernando Rufino de Oliveira Curitima e Thiago da Fonseca Garcia, irão responder ao processo em liberdade.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram os animais parados na via no momento em que foram atingidos pela viatura, que seguiu sem prestar socorro. Após o ocorrido, os tutores registraram Boletim de Ocorrência e os corpos dos cães foram recolhidos para perícia técnica.
Segundo o TJAM, o juiz plantonista homologou a prisão em flagrante e converteu a detenção em prisão preventiva apenas do condutor da viatura, por entender que ele teve responsabilidade direta na condução do veículo no momento do atropelamento. Já os outros dois policiais tiveram a liberdade concedida, mediante cumprimento das determinações judiciais.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou que afastou os três agentes do serviço operacional nas ruas e instaurou um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta dos envolvidos. A corporação confirmou ainda que, logo após o caso, os policiais foram conduzidos ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram apresentados em flagrante.
A Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet) também se manifestou por meio das redes sociais, classificando o episódio como inadmissível e ressaltando que toda forma de maus-tratos contra animais deve ser rigorosamente investigada. De acordo com o órgão, os corpos dos cães permanecem no Hospital Público Veterinário, onde aguardam a conclusão da perícia, enquanto a secretaria acompanha o andamento do caso.
Abalada, a tutora dos animais, Maria Paulete, relatou que os cães costumavam sair de casa todas as manhãs. Ela contou que ouviu um forte barulho e, ao sair para a rua, encontrou os animais já sem vida, enquanto vizinhos tentavam entender o que havia acontecido.
O caso segue sob investigação, e a defesa do policial preso ainda não foi localizada para comentar a decisão judicial.

