Polícia

URGENTE: CV m4ta lideranças do PCC e B13 durante rebeliãO em presídio no Acre

Uma rebelião ocorrida no Presídio Antônio Amaro Alves, em Rio Branco – AC, teve um desfecho violento, com a execução de várias lideranças de facções criminosas. O episódio foi relatado por um policial penal que acompanhou os eventos e revelou detalhes chocantes da violência que tomou conta da unidade prisional.

De acordo com o relato do policial ao site Notícias da Hora nesta quinta-feira (27), todas as lideranças acreanas dos grupos criminosos B13 e PCC (Primeiro Comando da Capital) foram mortas dentro do presídio. O primeiro a ser executado foi “Dragão”, considerado a maior liderança do B13. Além dele, outros membros fundadores e líderes do B13, como Ozim, Poloco, Ricardinho e Marquinho, também foram assassinados, sendo que três deles tiveram suas cabeças arrancadas do corpo.

“Aqui está uma loucura. Os caras entraram e pegaram logo o Dragão. Ele foi o primeiro a ser eliminado. Cortaram cabeças e esquartejaram os rivais. Parece coisa de filme. Eles mataram, pelo menos, uns oito líderes”, revelou o policial penal.

A rebelião, que durou quase 24 horas, foi controlada pelas forças de segurança na manhã desta quinta-feira (27), porém, o cenário de violência deixou um saldo de mortes e destruição no presídio. As informações sobre o número exato de vítimas ainda são conflitantes, mas ao menos cinco lideranças de facções criminosas teriam sido mortas durante o confronto.

Entre as vítimas fatais, destaca-se Marcos Cunha Lindozo, conhecido como “Dragão”, líder maior do Bonde dos 13, que estava preso desde 2018 após ser capturado em São Paulo e transferido para o Acre. Ele era apontado como responsável por encaminhar armas e financiar ações do Bonde dos 13 através de parceria com o PCC. Sua morte pode ter colocado um fim na liderança dessa facção no Acre e região.

A “carnificina”, como foi denominada a ação criminosa, também vitimou outras duas lideranças fortes identificadas pelos apelidos “Ozim” e “Poloco”. A situação se agravou quando membros do Comando Vermelho (CV) invadiram uma ala do presídio onde as lideranças do B13 estavam alojadas, dando início a um confronto sangrento.

PCC e B13



A Operação Ghidorah, realizada em junho de 2020, desencadeada pela Polícia Militar do Acre e o Ministério Público do Estado (MPAC), revelou a relação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil, e as facções Bonde dos 13 e Ifara no Acre. A investigação, que durou cerca de cinco meses, desvendou que o PCC enviava recursos financeiros para apoiar e manter essas facções atuantes no Estado.

Durante a operação, foram cumpridos 20 mandados judiciais de busca e apreensão, principalmente na Região do Juruá, com o objetivo de desarticular lideranças do crime organizado no Acre e desfazer articulações entre membros das facções locais e o PCC. Planilhas de financiamento e ajuda a membros das organizações no Acre foram compartilhadas como prova relacionada a uma prisão ocorrida em Guarulhos (SP), demonstrando a assistência financeira do PCC a integrantes do Bonde dos 13 e Ifara.

As facções aliadas objetos da Operação Ghidorah têm atuação voltada ao tráfico de drogas. Durante a ação, houve prisões em flagrante por tráfico de entorpecentes em Tarauacá, e foram cumpridos 10 mandados de prisão e dez de busca e apreensão, resultando em 90% de resultado positivo, segundo os investigadores.

O nome da operação faz referência a uma figura da mitologia japonesa, representada por um dragão de três cabeças, e foi escolhido devido ao objetivo de atingir o núcleo de três facções aliadas na região. A investigação seguirá aprofundando para identificar outros integrantes das organizações citadas e combater a relação de apoio financeiro do PCC às facções criminosas no Acre.

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