Ex-presidente do Irã morre em ataque aéreo durante bombardeios, afirma estatal iraniana

Foto: Divulgação

Mundo – O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, morreu neste domingo (1º) após um ataque aéreo em Teerã, capital do país, durante bombardeios coordenados pelos Estados Unidos e por Israel. A informação foi divulgada pela agência estatal iraniana ILNA.

Segundo o veículo, Ahmadinejad, de 69 anos, estava em sua residência, na zona leste da cidade, acompanhado de seus guarda-costas, que também teriam morrido na explosão.

Saiba quem é

Ahmadinejad governou o Irã entre 2005 e 2013 e foi uma das figuras mais controversas da política iraniana nas últimas décadas.

Considerado integrante da ala linha-dura do regime, ganhou notoriedade internacional por sua postura antiocidental, declarações antissemitas e pela negação do Holocausto, além das frequentes ameaças contra Israel.

Sua política nuclear levou o país a enfrentar sucessivas sanções internacionais, agravando a crise econômica interna e ampliando o isolamento diplomático de Teerã.

O segundo mandato, iniciado em 2009, foi marcado por forte instabilidade interna. Após sua controversa reeleição, opositores denunciaram fraude nas urnas, desencadeando uma onda de protestos que ficou conhecida como Movimento Verde.

Milhões de iranianos foram às ruas em manifestações, que acabaram reprimidas com violência pelo regime, resultando em dezenas de mortes e milhares de detenções.

Inicialmente visto como aliado do líder supremo Ali Khamenei, morto no último sábado (28), Ahmadinejad acabou rompendo com setores do clero xiita ao tentar ampliar os poderes da presidência, especialmente após um embate envolvendo o Ministério da Inteligência, em 2011.

Nos anos seguintes, perdeu espaço político e teve candidaturas barradas pelo Conselho dos Guardiães nas eleições presidenciais de 2017, 2021 e 2024.

Antes de chegar à Presidência, Ahmadinejad foi governador da província de Ardabil e prefeito de Teerã. Durante seu período no poder, manteve diálogo com diferentes países, inclusive com o então presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, mas sem abandonar o discurso crítico aos Estados Unidos, ao Reino Unido e à Arábia Saudita.

O governo iraniano ainda não divulgou detalhes adicionais sobre o ataque nem informações sobre possíveis novas ações militares.

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