Nesta terça-feira, 17/3, a pré-candidata ao governo Professora Maria do Carmo (PL) abriu a primeira rodada de entrevistas com os pré-candidatos, realizada por uma emissora de rádio local. “A experiência que eles dizem que têm, eu não quero”, disse com segurança a única mulher na disputa pelo Governo do Amazonas.
“Ser o pior prefeito e o pior governador demonstra que essa dita experiência não valeu de nada. Experiência em obras inacabadas, como a Cidade Universitária, que só serve para mostrar o que é o mau uso do dinheiro público. Tudo isso só prova que não temos gestões capazes”, completou Maria.
Para a Professora Maria do Carmo todos os problemas do Estado têm a mesma origem: falta de gestão. Ela citou sua experiência de mais de 30 anos na iniciativa privada e os resultados alcançados, dentro e fora do Amazonas. “É trabalho, planejamento e transparência. A gente pode – e deve – aplicar as boas práticas da iniciativa privada na vida pública”, destacou. “O que falta é respeito com o dinheiro que vem do bolso do contribuinte”.
Maria do Carmo também destacou que é preciso separar ideologia partidária da real necessidade da população. “Problemas não têm lado. A falta de água potável no interior do Amazonas, por exemplo, mesmo com toda abundância que temos em recursos hídricos, não é de direita e nem de esquerda. O que a população espera é solução, e é isso que queremos levar para todos”.
Estradas e ramais
Entre os pontos fortes apresentados nas propostas do futuro plano de governo, destacou-se a urgente necessidade de investimento na recuperação das estradas e ramais em todo o Amazonas. Nesse sentido, a pré-candidata falou sobre a ideia de reativar o antigo Departamento de Estradas e Rodagem.
“Ele é fundamental para resolver gargalos da nossa região sem solução há anos. Essa é uma demanda geral dos produtores rurais que, muitas vezes, perdem sua produção porque não têm como escoar”, defendeu a Professora, citando rodovias que já estão mapeadas por sua equipe técnica, como a AM-364, o chamado ramal de Manicoré; AM-454, Anori-Codajás; AM-352, que liga o município de Novo Airão à rodovia AM-070.
“Por que não se faz? Para onde vai tanto recurso? Isso precisa mudar, urgente. O Amazonas precisa avançar”, reforcou Maria.
BR-319
Ainda dentro dos projetos de recuperação das rodovias locais, a Professora destacou a importância da BR-319, única ligação por terra do Amazonas com o restante do país. Ela alertou a população para as velhas promessas não cumpridas que se renovam em época de eleição.
“É a velha política que, de quatro em quatro anos, renova o mesmo discurso e a mesma promessa de que ‘agora vai’. Tenho dito: quem vai tirar a 319 do estado que ela se encontra serei eu. Vou concentrar meu esforço nisso e não vai ter quem pare essa BR”, garantiu, ao citar o convênio feito com o governo federal na gestão do ex-governador Amazonino Mendes, que transferiu a responsabilidade da BR-174 para o Estado, possibilitando sua pavimentação.

