A tarde desta segunda-feira (2) promete ser decisiva para o futuro político do Amazonas. Às 16h, na sede do União Brasil, no bairro Adrianópolis, em Manaus, o governador Wilson Lima reúne prefeitos, parlamentares, secretários e aliados estratégicos para anunciar as diretrizes do grupo visando as eleições de 2026.
Embora o convite oficial trate de “orientações partidárias”, nos bastidores a expectativa gira em torno de uma definição pessoal do governador. Após sinalizar que anunciaria sua decisão em até dez dias, o prazo se encerra agora, colocando Lima diante de uma escolha que pode alterar profundamente o equilíbrio de forças no Estado.
Nos últimos meses, o governador intensificou agendas na capital e no interior, movimento interpretado como pré-campanha ao Senado. Caso confirme a candidatura, ele precisará renunciar ao cargo, abrindo caminho para que o vice-governador Tadeu de Souza assuma o comando do Executivo estadual. A estratégia vinha sendo construída com apoio da Federação União Progressista, fortalecendo a base para uma eventual candidatura à reeleição do novo titular do governo.
Entretanto, o cenário sofreu abalos recentes após o Partido Liberal decidir não integrar a aliança e optar por candidatura própria ao governo, lançando o nome de Maria do Carmo. A movimentação foi acompanhada por críticas públicas de lideranças da sigla à atual gestão, elevando a tensão política e obrigando o núcleo estratégico do governo a reavaliar os riscos de uma renúncia.
Diante desse novo quadro, cresce a avaliação de que permanecer no cargo até o fim do mandato pode garantir a Wilson Lima maior controle da máquina pública e influência direta na condução do processo eleitoral, atuando como principal articulador do grupo.
Seja qual for a decisão anunciada em Adrianópolis, o encontro desta segunda-feira tende a marcar oficialmente o início da disputa de 2026 no Amazonas, forçando aliados e adversários a reorganizarem seus planos a partir do novo cenário político.

