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Presidente Lula comenta sobre indiciamento de Juscelino: “Tem o direito de provar que é inocente”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou sobre o recente indiciamento do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União-MA), pela Polícia Federal (PF). Em declarações feitas em Genebra, na Suíça, onde participará do lançamento da Coalizão para Justiça Social da Organização Internacional do Trabalho, Lula afirmou que Juscelino “tem o direito de provar que é inocente”.

“Eu acho que o fato do cara ser indiciado não significa que o cara cometeu um erro. Significa que alguém está acusando, e que a acusação foi aceita. Agora, eu preciso que as pessoas provem que são inocentes e ele tem o direito de provar que é inocente. Eu não conversei com ele ainda, eu vou conversar hoje (13/06) e vou tomar uma decisão sobre esse assunto”, afirmou Lula.

Juscelino Filho é suspeito de envolvimento em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), sendo indiciado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As conclusões do indiciamento foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (11/06), sob a relatoria do ministro Flávio Dino, ex-colega de Juscelino no governo de Lula. O documento agora está sob avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se denuncia, arquiva ou solicita novas diligências à PF.

Em resposta às acusações, Juscelino afirmou em nota divulgada na quarta-feira (12) sua inocência, classificando a ação contra ele como “política e previsível”. Destacou também que “o indiciamento não implica em culpa”.

“É importante lembrar que o indiciamento não implica em culpa. A Justiça é a única instância competente para julgar, e confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados”, diz o ministro no comunicado.

*com informações da CNN



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